Amanheceu um dia lindo, ensolarado e de céu azul. Acordei feliz por saber que daria um passo em direção a mim, rompendo uma certa inércia, disposta a trilhar um caminho que sempre me atraiu. E no Feed do meu Facebook um recado que fez todo o sentido:
Sai de casa bem mais cedo que o previsto para evitar qualquer engarrafamento maluco, fui a primeira da turma a chegar. Já na calçada, recebi um olá de boas vindas da Renata, na recepção abraços de Michele, Josy, César...logo depois chegaram Mara e Sueli, literalmente de mala e cuia, elas vinham de Sao José do Rio Preto. Fui para o jardim, sentei, respirei, fotografei, escrevi e agradecida me emocionei. Vi muita gente chegar passando por mim, eram meus novos parceiros de jornada.
Sorvi um pouco do tempo em minha companhia a observar; ouvi o canto dos pássaros, como a celebrar a nossa chegada; encantei-me com a beleza das plantas e arvore no local, a delicadeza dos sinos dos ventos. Identificar o símbolo celta no corpo do beija-flor foi a certeza que cheguei ao novo ponto de partida.
E assim, dirigi-me a sala em que estava sendo servido um café com bolos deliciosos e uma gostosura de pão integral, tudo preparado pela equipe da cozinha de lá. Troquei impressões sobre a acolhida com Luiza e conheci um pouco da história da Beth, que estava muito feliz com o incentivo que recebeu do filho para ali estar. No olhar delas, senti algo que me deu a sensação de reencontro.
O facilitador Luiz Berni ( Professor e Doutor em Psicologia) chegou e fomos convidados para nos dirigir a sala de práticas. A noite começou com o canto de Vivian Amarante, cuja letra lembrava a importância de desacelerar, seguida pela entrada ao som do tambor, da Célia Gomes Chaves, que nos brindou com a história de Pedro e o Fio Mágico. Chorei ao pensar o quanto desse fio já se desfez, mas que constitui o que hoje sou...e o quanto de fio ainda resta pra realizar...
(Vivian Amarante, responsável pelo convite e inspiradora de minha coragem em aceitar)
Com o Círculo da Palavra, exercitamos a arte da escuta, foi possível identificar que as falas se complementavam e ressoavam insights e desejos que enxergava meus também. No momento que falei, uma alegria muito grande tomou conta de mim, agradeci a Deus e manifestei minha busca, minha entrega e vontade de mergulhar em mim para (re)encontrar a rota.
Na formação da primeira dança circular ao som de músicas hebraicas, senti um certo desconforto ao ter que dar as mãos, pois tenho as mãos úmidas e no contato suam bastante, mas resolvi desencanar e aproveitar. Foi lindo, senti-me em um baile medieval. Berni utilizou várias composições de passos que promoviam a harmonização do grupo, trazendo leveza, alegria, cooperação e integração. Quando dançamos ao som indígena e de olhos fechados, a sala com iluminação em penumbra, os passos foram marcados por batidas de pés fazendo com que a dança se apoderasse da música, senti meu corpo sutilmente envergar, senti-me uma índia em um terreiro de uma tribo. Verbalizamos os sons das vogais dos nossos nomes no ritmo da música, a vibração em energia só subia, vozes em uníssono a se complementar, colorido de sons e vidas. O calor que se fez, aconchegava o espírito. Ao deitar no chão foi possível sentir e ouvir o pulsar do coração, percebendo a vida em mim, aflorada em busca do que mais pode ser feito para contribuir agradecida por aqui estar.
A experiência da dança trouxe uma sensação genuína de alegria e uma saudade, que não sei explicar, talvez de tempos outros assim vividos por minha criança interior. No círculo da palavra, para fechar as atividades do dia, Heloísa destacou meu sorriso e alegria durante a prática, como algo que tinha chamado positivamente a sua atenção.
Retornei para casa nutrida de bons sentimentos vivenciados naquela sala, que se tornou menor, por tanto do tudo que lá transbordou. Dormi profundamente, não recordo o que sonhei, acordei radiante por mais um novo dia de aprendizado na Unipaz.




Nenhum comentário:
Postar um comentário