09/03/2020

Módulo 2



Amanheci feliz pela oportunidade de ir para mais um módulo, cuja leitura sugerida do 10o. capítulo (A energia do corpo humano) do livro  de Pierre Weil (O corpo fala) já agitou uma interessante discussão no grupo de Whatsapp da turma.

Boi - Abdômen - Vida instintiva e vegetativa
Leão - Tórax- vida emocional
Águia - cabeça -vida mental (intelectual e espiritual)
Homem - conjunto - consciência e domínio dos três inconscientes anteriores.

Mais que pano pra manga, pano pra roupa toda, como diria a futura facilitadora do módulo.

Arrumei a mala, literalmente, e segui para Unipaz. Resolvi dormir lá, pois como a aula termina às 22h30, retornar tarde para casa e sair cedo, na manhã seguinte, me deixaria cansada e desperdiçar energia nem pensar.

Ao chegar na Unidade às 14h20 para aula de aprofundamento, já encontrei minhas colegas de pernoite,  Mara e  Sueli, que me acolheram no espaço em que repousaríamos ao final do dia. 


- Primeiro Momento - 

Manoel Simão falou sobre a Chegada da Psicologia Transpessoal no Brasil, através de fotos e fatos que ilustraram a vinda de Pierre Weil e o nascimento da Unipaz. Comentou sobre estados de consciência e normose, temas que seriam melhor explorados no módulo da noite. Propôs que cada um refletisse sobre os tipos de comportamentos normóticos destrutivos que identificamos em nosso estilo de vida, fizesse uma lista e usasse como estímulo para despertar e modificar aquilo que incomoda.

Essa aula da tarde me fez ver que, quando eu era criança, o caminho, em que hoje chego, estava começando a ser produzido em nosso país. Terapias integrativas como Reiki e Patchwork já foram citadas por amigas, como algo que me viam conduzir, que achavam a minha cara. Eu não estava com a visão, audição e nem percepção apurada, mas se há tempo, esse tempo é agora. 

- Segundo Momento - 

Antes do início da aula da noite, Geórgia e enquanto subíamos a escada, cruzamos com uma jovem senhora muito simpática que ia descer, eu indaguei: - "Você vai estudar com a gente? Tudo bem? Eu me chamo Aline!" Ela respondeu sorrindo: "É, vou..." Enquanto Geórgia a cumprimentava, comentei: "-Engraçado, acho que vi sua foto em algum lugar". E seguimos. Ao chegar na sala de aula foi que entendi tudo...havíamos cruzado com a educadora Lydia Rebouças, psicóloga e Mestra em Psicologia, com 35 anos de experiência na área clínica, co-fundadora da UNIPAZ no Brasil e Vice-reitora da Rede UNIPAZ.

Lydia, uma mestra humilde e muuuuuuuuuuuuito sábia. Costurou nossa sexta e sábado com tantos fios de conhecimento e impressionante leveza. Ela nos contou sobre como surgiu a Unipaz, sobre a linda amizade e parceria com Pierre Weil e Roberto Crema. Os frutos advindos do encontro dessas almas, colhe(re)mos nesta formação transpessoal.

Na hora do intervalo, o cheirinho das delícias, que Renata e sua equipe preparam, entrando na sala, Lydia disse, antes de nos liberar: "Quando associamos uma comida saborosa a comida de mãe é porque , no fundo, nossa fome é de amor, portanto, salivem amor, mastiguem amor, engulam amor. "

Pra mim, o ponto ápice da noite foi a lição sobre PISAR x PESAR 
Pisar, sigla composta pelas palavras: 
Percepção
Imaginação 
Sentimento 
Ação 
Reação. 

Pisar, ação de pôr os pés sobre, calcar, espezinhar, aplicando o próprio peso sobre algo ou alguém e exercendo sobre ele a ação da gravidade.

Pesar, sigla que representa a solução do conflito, pela substituição do processo de imaginação por uma estimativa, formando uma nova estratégia de ação: 
Percepção
Estimativa 
Sentimento 
Ação 
Reação

Pesar, uma palavra polissêmica, que tanto pode ter o sentido de causar dor, como de avaliar o peso, ação normalmente feita com o auxílio de uma balança, que simboliza a própria justiça, traduzida em equilíbrio e ponderação.

Exemplo sobre O PISAR

Ocorrência: Saio para caminhar pelo condomínio, cruzo com meu vizinho e dou "bom dia!"

Percepção: não ouço resposta nenhuma.
Imaginação: Por que ele não me respondeu? Será que está aborrecido comigo? Mas eu não fiz nada! Ele é que é mal educado.wh
Sentimento: estou começando a sentir raiva desse vizinho.
Ação: Não vou mais cumprimentá-lo
Reação do vizinho: Não sei o que aconteceu com Aline, ela não fala mais comigo, quando nos encontramos, durante a caminhada pelo condomínio.

Resultado: Uma inimizade gratuita gerada pela falta de diálogo e esclarecimento.

Exemplo sobre O PESAR

Ocorrência: Saio para caminhar pelo condomínio, cruzo com meu vizinho e dou "bom dia!"
Percepção: não ouço resposta nenhuma.
Estimativa: Por que  será que ele não me respondeu? Será que ele está aborrecido comigo ou apenas distraído? Não tenho como saber o que acontece dentro da outra pessoa, se ela não me falar. Estou apenas pressupondo ou imaginando os motivos dele, mas não tenho como saber a verdade, se eu não lhe perguntar. Vou cumprimentá-lo novamente. Talvez eu tenha falado baixo demais.
Sentimento: Sinto-me aberto e disponível para continuar a conviver bem com meu vizinho.
Ação: Bom dia! (com um sorriso)
Reação do vizinho: Oi, Bom dia (com um sorriso)! Eu estava tao distraído tentando lembrar do que minha esposa pediu pra comprar, que nem tinha visto você

Percepção: meu vizinho sorriu pra mim.
Sentimento: gosto do meu vizinho e me sinto correspondido neste sentimento de fraternidade.
Ação: é assim mesmo, a vida é muito corrida (compreensão real do vizinho não ter lhe respondido).
Reação: cumprimentar o vizinho sempre que se encontrarem.

Ou seja, a chave da solução dos conflitos é a estimativa, quando nos predispomos a avaliarmos e estabelecermos relações interpessoais com base na verdade dita com amor, tanto para resolução de conflitos dentro de nós mesmos, quanto com quem convivemos.

Lydia concluiu que a forma mais elaborada de inteligência é ver o que é, a consciência é o EU que sai da cena e observa. Saí da aula instigada a exercitar cada dia, mais e mais, o meu EU observador. Meu objetivo agora é me aprofundar sobre o tema e colocar em prática uma questão em especial. 

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